
A Sala Acima é um espaço dedicado aos encontros que moldam a cultura contemporânea. Um ambiente de experimentação onde arte, pesquisa, música, moda, audiovisual e pensamento crítico se conectam para criar formas de imaginar o presente e construir futuros possíveis.
Em outubro, a Sala Acima amplia seu território de encontro e experimentação, conectando moda, joalheria, arquitetura, arte e saberes ancestrais. A programação reúne residências artísticas, exposições e conversas que aproximam o público de diferentes processos criativos e materialidades. Entre tecidos, bordados, látex e formas de vestir e habitar, os encontros articulam corpo, memória, território e identidade. Em diálogo com artistas e pesquisadores do Sul Global, a Sala Acima valoriza práticas que transformam matéria e conhecimento em novas narrativas. Assim, outubro convida a experimentar outras formas de criar, compartilhar saberes e imaginar futuros.
Eventos sujeitos à lotação.
Ingresso mediante reserva no MATA APP.
Entrada gratuita.
RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS – ATELIÊ ABERTO
Na Sala Acima, as residências artísticas transformam o espaço de criação em território de encontro, pesquisa e experimentação. Durante esse processo, o público é convidado a circular, observar, conversar e acompanhar de perto os caminhos que atravessam cada criação.
Nesta edição, o estilista Dih Morais e a artista joalheira Chrissie Barban abrem seus processos e compartilham pesquisas que partem da matéria, da memória, do território e de diferentes modos de criar.
Mais do que conhecer o resultado, é um convite para estar perto do gesto, das perguntas, das descobertas e das ideias que ainda estão em movimento.
Visite os ateliês e conheça as criações de nossos residentes.
Ateliê Aberto Chrissie Barban | Residências Artísticas
Todas as quartas, das 10h às 12h
Ateliê Aberto Dih Morais | Residências Artísticas
Todas as segundas, das 10h às 12h
Classificação livre
Retirada de ingressos pelo MATA APP até 1 hora antes do evento
Evento gratuito, sujeito à lotação.
EXPOSIÇÃO – CORPO, PALAVRA E MEMÓRIA DE SIMONE GOMES
O trabalho de Simone Gomes aborda o sofrimento psíquico como uma categoria política, compreendendo a cicatrização como gesto de simbolização. Em seus bordados, corpos marcados pela violência, pessoas desaparecidas, florestas em chamas e povos esquecidos ganham forma sobre tecidos de papel, pele e malha. A agulha torna visível aquilo que permanece interditado, costurando memória, biografia e história. Como uma cicatriz, o bordado não apaga o trauma, mas registra seus rastros e transforma a dor em linguagem. Chef, pesquisadora e articuladora social, Simone Gomes atua na interseção entre gastronomia, educação e justiça alimentar, com mestrado pela Universidade do Porto. Sua prática multidisciplinar também atravessa o bordado, a ilustração e a costura, articulando criação, memória e impacto social. Seu trabalho constrói, assim, uma espécie de mortalha solidária, na qual o gesto manual se torna testemunho, memória e possibilidade de cura.
Terças à sexta, das 13h às 17h
Classificação livre
Retirada de ingressos pelo MATA APP até 1 hora antes do evento
Evento gratuito, sujeito à lotação.
MATA TALK – QUANDO O TECIDO VESTE UMA MEMÓRIA
Chrissie Barban recebe a artista têxtil chilena Paola Moreno para uma conversa sobre o tecido como forma de conhecimento e transmissão de saberes ancestrais. A partir das técnicas andinas, o encontro aborda a tecelagem como prática que atravessa gerações e estabelece relações entre corpo, memória, território e pertencimento. Em diálogo com a residência artística Corpo, Ritual e Festejo, a conversa aproxima os universos do tecido e da joalheria contemporânea. O encontro investiga como objetos e matérias transformam a presença do corpo, carregando histórias, gestos e modos de compreender o mundo. Uma reflexão sobre o fazer como conhecimento e sobre aquilo que os objetos colocados sobre o corpo são capazes de ativar. Chrissie Barban é pesquisadora, curadora e articuladora cultural dedicada à joalheria contemporânea, com mais de uma década de atuação no Brasil e na América Latina. Paola Moreno é artista têxtil, pesquisadora e docente chilena, com trajetória dedicada às técnicas têxteis, à história da indumentária e à preservação de saberes ancestrais.
3 de outubro de 2026
10h
Classificação livre
Retirada de ingressos pelo MATA APP até 1 hora antes do evento
Evento gratuito, sujeito à lotação.
MATA TALK – LÁTEX: UMA MATÉRIA VIVA
O látex é o ponto de encontro entre arte, design, ciência, território e diferentes formas de criação. Integrando a residência artística Festejo: Ritual da Aparição, de Chrissie Barban, o encontro investiga essa matéria que nasce da seringueira e atravessa processos de transformação até se tornar linguagem e possibilidade. Chrissie Barban é artista e designer de joias, cuja pesquisa explora matéria, corpo, memória e transformação a partir de processos artesanais e experimentais. Flavia Amadeu é designer, artista e pesquisadora, pioneira na investigação do látex amazônico aplicado ao design e à joalheria contemporânea. Floriana Breyer é artista plástica e joalheira, com pesquisa dedicada a materiais da sociobiodiversidade, territórios, saberes tradicionais e futuros possíveis. Juntas, as três compartilham diferentes perspectivas sobre o látex e seus caminhos entre floresta e cidade, origem e transformação, controle e imprevisibilidade. A conversa também retoma a aproximação de Chrissie com a Amazônia e com os contextos de extração do látex, iniciada em 2019.
17 de outubro de 2026
11h
Classificação livre
Retirada de ingressos pelo MATA APP até 1 hora antes do evento
Evento gratuito, sujeito à lotação.
MATA TALK – ESTÉTICA E ESTRUTURA
Dih Morais convida Pedro Rubens e Arlindo Grund para uma conversa sobre as relações entre arquitetura, moda e identidade negra. O encontro parte das conexões entre vestir e habitar para investigar como formas, materiais, ancestralidade e pertencimento atravessam esses dois universos. A partir de diferentes perspectivas, os convidados discutem a construção de narrativas culturais e as possibilidades de diálogo entre corpo, espaço e criação. O talk também aborda a geometria, os materiais e as estéticas negras como elementos de inovação e afirmação no design contemporâneo. Uma reflexão sobre como arquitetura e moda podem construir novas formas de presença, memória e representação. Dih Morais é estilista e designer baiano, natural do Quilombo Barro Preto, em Jequié (BA), e o primeiro estilista quilombola brasileiro a desfilar no continente africano. Sua prática valoriza ancestralidade, cultura afro-brasileira e materiais regionais, articulando memória e território na criação de suas coleções. Pedro Rubens é arquiteto e pesquisador dedicado às relações entre arquitetura, cultura e identidade negra. Arlindo Grund é jornalista, apresentador e consultor de moda, com trajetória marcada pela atuação na televisão e na comunicação especializada em moda e comportamento. Ao longo de sua carreira, tornou-se uma das referências brasileiras na difusão e discussão sobre moda, estilo e cultura contemporânea.
24 de outubro de 2026
10h
Classificação livre
Retirada de ingressos pelo MATA APP até 1 hora antes do evento
Evento gratuito, sujeito à lotação.